A THATCHER DA LAPA
Com a sua aura de “Thatcher da Lapa”, a ministra do Trabalho, Solidariedade (nas horas vagas) e Segurança Social declarou enfaticamente que é urgente insistir na reforma laboral. Para combater “um sistema muito rígido”, assente num “sindicalismo muito tradicional”. Não temos a certeza se quer “quebrar a espinha” aos sindicatos, que ela caracteriza como “pouco representativos”, mas sabemos, porque ela o disse, que considera que a legislação laboral está desequilibrada em favor do trabalhador. Com um estilo negocial impressivamente descrito por Bagão Félix como “à bruta”, a proposta supostamente desenhada para impulsionar a economia encontrou em Silva Peneda um descrente, por não ver nela “nada que esteja relacionado com o aumento da produtividade nem com a competitividade”, e começou por dar brado na comunicação social por causa das mães que alegadamente utilizavam a dispensa para amamentação de forma fraudulenta. Nada como um governo de direita fervorosamente amigo da “família tr...